quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Capital do oeste paulista completa 95 anos


Foto: Débora André


Presidente Prudente comemora nova idade com 210 mil habitantes

Nascimento de Jânio Quadros, John Kennedy, Dalva de Oliveira e Chacrinha. Morte de Oswaldo Cruz, Primeira Guerra Mundial… Muitos marcos do início do século XX datam de 1917, entre eles a fundação de Presidente Prudente (SP). Em 14 de setembro, a capital do oeste paulista completa 95 anos com 210.393 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Composta pela sede e distritos de Ameliópolis, Eneida, Floresta do Sul e Montalvão, Prudente tem coronel Manuel Pereira Goulart como colonizador mor. E é o filho dele, Francisco de Paula Goulart, quem funda a cidade. Os Goulart são homenageados com a Vila Goulart. Coronel José Soares Marcondes, também povoador, é eternizado na Vila Marcondes. “A colonização foi feita inicialmente por migrantes de Minas, atraídos pelas terras férteis e porque o café era boa opção de trabalho”, sustenta Deize Ponciano, professora de História e Comunicação Social na Unoeste.

A década de 1910 foi turbulenta. Um mês após o nascimento prudentino, o país deixa a neutralidade e entra na 1º Guerra Mundial. Em solo brasileiro não há batalhas, mas julho de 1917 registra a paralisação da indústria e do comércio “como resultado da constituição de organizações operárias de inspiração anarcossindicalista aliadas à imprensa libertária”, de acordo com a mestre em História da Educação. A mobilização é das maiores e mais duradouras.

Por que Prudente? – Presidente Prudente recebe este nome em 1921, registra o IBGE. Deize recorda que Prudente José de Morais e Barros, o terceiro chefe da República (1894-1898), é o primeiro civil a assumir o cargo e o pioneiro pelas eleições diretas. “Representava a ascensão da oligarquia cafeicultora e dos civis no poder nacional após domínio do Executivo por parte dos militares, no qual essa oligarquia mantinha-se dominando apenas o Legislativo. Assim, como nossa região era importante polo cafeeiro, a homenagem foi consequência”.

O café começa a enfraquecer e, na década de 1920, o “cultivo deixa de ser compensador e outras culturas, como algodão e pecuária de corte, chegam à região, bem como o comércio”.

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